BISFENOL – O que é esta molécula e o que ela pode causar?

O Bisfenol A, também conhecido como BPA, é uma substância química orgânica que constitui a unidade básica (intermediária) de polímeros e revestimentos de alto desempenho, principalmente plásticos policarbonatos e resinas epóxi.

O policarbonato é um polímero que apresenta alta transparência e resistências térmica e mecânica. Devido a estas características o policarbonato é utilizado na fabricação de mamadeiras e copos infantis. Este polímero é, também, utilizado em garrafões retornáveis (20 litros) de água mineral, além de outras embalagens e utensílios. O Bisfenol A (BPA) está presente, também, em vernizes utilizados para revestimentos de embalagens metálicas de alimentos.

Nos anos 1970, surgiram as primeiras suspeitas sobre seus malefícios. Mesmo assim, sua aplicação em plásticos só aumentou, e hoje em dia é onipresente em produtos feitos de policarbonato transparente, além de ser um negócio altamente lucrativo. Estima-se que cerca de 90% das pessoas têm BPA no organismo.

O BPA é uma molécula muito instável e pode migrar dos produtos para os alimentos apenas com mudanças de temperatura ou danos à embalagem. Portanto, o leite da criança pode ser contaminado, por exemplo, quando uma mamadeira feita de plástico com BPA é levada ao microondas.

O principal perigo da exposição ao bisfenol A está no fato de ser um desregulador endócrino. No organismo, o BPA se comporta de maneira semelhante ao estrógeno, um hormônio feminino. Ele interfere diretamente no funcionamento de algumas glândulas endócrinas e pode aumentar ou diminuir a ação de vários hormônios.

O BPA atinge mais gravemente fetos e crianças, já que estão em fase de desenvolvimento. Porém, os adultos também podem ser prejudicados, por estarem em contato com diversos produtos que contêm a substância, como enlatados (praticamente todas as latas de alumínio vendidas no Brasil tem BPA em seu revestimento interno) e alimentos que ficam armazenados em recipientes de plástico, e são frequentemente levados à geladeira e ao congelador. Mudanças de temperatura, mesmo pequenas, são o suficiciente para liberar o bisfenol A.

Ainda faltam estudos em  humanos que apresentem evidências concretas, mas pesquisas com animais em laboratório sugerem que o consumo do BPA esteja relacionado com pior qualidade do esperma (queda de produção, espermas imóveis ou morte de espermas) e infertilidade, atribuída à atividade estrogênica do BPA. Além disso, observou-se um potencial cancerígeno do BPA, em especial o câncer de próstata. Nas mulheres, a alteração genética causada pelo BPA pode desencadear infertilidade e câncer de mama. E, tanto em homens como mulheres, estudos associaram o BPA à obesidade. Não há uma explicação exata para isso, mas acredita-se que o bisfenol A altere a máquina celular, causando um acúmulo das células adiposas. Também foi relacionada à exposição ao BPA com alteração da tireoide e interferência no sistema imunológico.

GRÁVIDAS: O composto pode alterar a reprogramação celular e causar problemas que podem aparecer não só quando a criança é bebê, mas também na adolescência. Estudos relacionam essa exposição à transtorno de atenção e hiperatividade, à síndrome de down, diabetes, puberdade precoce e obesidade.

ALGUMAS MEDIDAS PREVENTIVAS QUE VOCÊ PODE FAZER EM CASA:

  • Copos e pratos feitos de policarbonato possuem BPA — geralmente são copos e pratos infantis. Como identificá-los? É preciso ver o rótulo e evitar todo produto que contenha policarbonato e os números 3 ou 7 no símbolo da reciclagem que geralmente vai embaixo da embalagem.  No caso de equipamentos para bebês, é importante procurar produtos e utensílios isentos de BPA que já existem a venda assim assinalados – "BPA freee" ou "livre de Bisfenol".
  • Nunca aquecer alimentos em recipientes de plástico no microondas;
  • Não levar recipientes de plástico à geladeira. Preferir armazenamento dos alimentos em depósitos de vidros;
  • Evitar copos de plásticos em contato com bebidas muito quentes, como o cafezinho ou chá no trabalho;
  • Evitar deixar sua garrafinha de água dentro do carro ou sob calor;
  • Preferir usar formas de gelo de silicone (já presente no mercado) ao em vez das de plásticos;
  • Tomar cuidado com o revestimento interno de latas que condicionam alimentos, como as de refrigerantes, leite em pó ou comidas enlatadas, estes também podem conter bisfenol;
  • Embalagens amassadas, rompidas, danificadas ou velhas também devem ser evitadas;
  • Enfim, evitar qualquer mudança de temperatura em recipientes de plásticos que possuem policarbonato.

 

Medidas simples que podem ser facilmente evitadas e que corroboram para sua saúde e qualidade de vida!!!

Leia também

Comentar

Plain text

  • Nenhuma tag HTML permitida.
  • Endereços de páginas de internet e emails viram links automaticamente.
  • Quebras de linhas e parágrafos são feitos automaticamente.
By submitting this form, you accept the Mollom privacy policy.
 

De bem com a balança

Todos os direitos reservados ©