Jejum dá Barriga

Saiba porque passar horas sem comer não emagrece. Tema foi capa da revista Saúde neste mês de abril. Atendendo a pedidos, trouxe a matéria para o blog, para fazermos alguns esclarecimentos e tirarmos todas as dúvidas.

Vamos entender o processo:

Quando ficamos em jejum, escutando aquele roncado na barriga, o organismo sinaliza que já está na hora de nos alimentarmos novamente, pois muito tempo já se passou desde a última refeição. Para muitos, o roncado na barriga representa a força da vitória, como se esse sinal estivesse queimando todo o tecido adiposo presente. Mas, não é assim que nosso organismo funciona.

DURANTE O JEJUM PROLONGADO... Geralmente após 4 horas a última refeição, quando praticamente todos os nutrientes já foram absorvidos pela célula.

1) O organismo tende a buscar alternativas para fornecer energia ao cérebro (órgão vital que necessita da glicose para funcionar), o corpo passa a liberar mais grelina. Hormônio produzido no estômago dispara o sinal de fome. No final das contas a falta de glicose e a abundância de grelina na circulação propiciam ataques de gula.

2) E um dos principais motivos que faz o jejum prolongado um inimigo da cintura é que a refeição montada após esse período de escassez costuma ser um exemplo de desequilíbrio calórico e  nutricional. Ou seja: quando tem acesso à comida, o indivíduo, guiado pela voracidade, não faz escolha saudáveis. Mesmo tentando se conter, ao ser privado de energia o organismo aciona todo um mecanismo que favorece a compulsão alimentar.

3) Outro hormônio que participa dessa jogada é o Cortisol. Liberado pelas glândulas supra-renais em resposta ao estresse provocado pelo jejum, ele é um dos responsáveis por facilitar o estoque de gordura justamente no abdômen. Com a obesidade instalada, a situação piora. O próprio tecido adiposo tem uma enzima capaz de aumentar um pouco a produção do cortisol. É um círculo vicioso.

4) Além disso, a pesquisa ainda mostrou alterações nos níveis de enzimas hepáticas, conhecidas por ALT, GGT e AST. Em concentração mais elevada esse trio é um indício de que o fígado começa a passar sufoco: há gordura depositada ali. Isso ocorre geralmente, por causa do anho de peso, quando o tecido adiposo não consegue mais acumular gordura. Aí ela parte para o fígado, onde acaba se instalando e provocando inflamação. A evolução do quadro chama-se esteato-hepatite não alcoólica ou esteatose hepática é mais um fator de risco para doenças cardiovasculares, além de ser uma ameaça ao próprio órgão.

5) Os pneus em si ajudam a bagunçar ainda mais. A gordura abdominal também atrapalha o funcionamento da insulina. Um transtorno para o pâncreas, que acaba produzindo ainda mais esse hormônio na tentativa de vê-lo funcionar. Com a insulina inoperante e a fartura de glicose, o cenário está armado para o diabete tipo 2.

Enfim, após lermos essa reportagem, espero que vocês leitores se conscientizem que tudo que, nós nutricionistas, falamos a respeito da importância de se comer de 3 em 3 horas é verdade. Não é deixando de comer que emagrecemos e sim comendo direito, fazendo boas escolhas na alimentação é que obtemos a perda de gordura.

Gostaram? Eu ameiii a reportagemm!!!

beijoss

Obs: Desculpem o sumisso por aqui alguns dias, é que estava viajando. Quem me segue no instagram conseguiu acompanhar algumas postagens, mais aqui no blog ficou muito inconiente mesmo. Logo mais, tem matéria sobre alternativas para seguir a dieta viajando!!!

 

Revista Saúde, abril, 2014. 

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Comentários

O pior é ver vários vídeos do youtube com "atletas" que usam este método em periodo de definição.
http://www.abdomendefinido.net/emagrecer-de-vez/

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